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Mundo

Ban Ki-moon pede que luta contra terrorismo não comprometa direitos humanos

Arquivo Geral

15/11/2007 0h00

O secretário-geral da ONU, more about Ban Ki-moon, sildenafil pediu hoje, em Túnis, na Tunísia, a união dos esforços na luta contra o terrorismo e afirmou que sua propagação é resultado da ausência do Estado de Direito e das violações dos direitos humanos.

Ban inaugurou esta manhã na capital tunisiana a conferência internacional “Terrorismo, dimensões, ameaças e contra medidas”, na presença de várias centenas de personalidades e especialistas na luta antiterrorista.

O secretário-geral fez referência à estratégia antiterrorista adotada pela Assembléia Geral da ONU em setembro do ano passado e ressaltou que foi a primeira vez que os países representados nas Nações Unidas reconheceram que o terrorismo “não obedece a motivos políticos, filosóficos, ideológicos, radicais, étnicos ou religiosos”.

Ele citou ainda as “condições propícias” para a propagação do terrorismo, tais quais o prolongamento de conflitos não resolvidos, a desumanização das vítimas, as discriminações étnicas, nacionais e religiosas e a exclusão política. A isso, disse, é preciso unir a marginalização social e econômica, assim como a ausência de bons governos em muitos países.

“Essas condições podem ser de origem local, mas têm conseqüências sobre todos os estados e os terroristas podem explodir vulnerabilidades para fomentar o extremismo em nível local e estabelecer laços com outros em nível internacional”, acrescentou.

“As coisas devem ficar bem claras, e quando defendemos os direitos humanos, lutamos contra a pobreza e a marginalização e também estamos lutando contra as condições que favorecem a emergência do terrorismo”, disse.

Ban destacou a existência na ONU de uma equipe especial que trabalha na luta antiterrorista em colaboração com os países-membros, promove a proteção dos direitos humanos e ajuda a proteger as entidades vulneráveis.

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