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Ban Ki-moon: ONU fez progressos lentos, mas reais, para resolver crise em Darfur

Arquivo Geral

02/07/2007 0h00

 O secretário-geral das Nações Unidas, health treatment Ban Ki-moon, reconheceu hoje que os progressos obtidos pela organização para resolver a grave crise humanitária em Darfur (Sudão) têm sido “lentos”, mas ao mesmo tempo ressaltou que foram “concretos e consideráveis”.

Em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas em Genebra, Ban reafirmou que mantém o assunto como uma das prioridades de sua gestão, pois “a população de Darfur já sofreu muito, e a comunidade internacional já esperou demais” para reagir.

“Agora é o momento de tomar as ações necessárias”, disse o secretário-geral, que abriu hoje a reunião anual do Conselho Econômico e Social (Ecosoc) da ONU.

Ban acrescentou que em seus últimos contatos com o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, este deu “provas de flexibilidade para resolver o assunto de Darfur”.

Desta forma, o secretário-geral da ONU demonstrou confiança em que o dirigente sudanês cumprirá plenamente os compromissos que assumiu com ele, que não foram detalhados.

Além disso, considerou animador o acordo entre Sudão, União Africana e ONU para a criação de uma força de paz híbrida formada por soldados destas duas últimas organizações e que será enviada nos próximos meses a Darfur.

Sobre o assunto, Ban anunciou que representantes da ONU já começaram a se reunir com países que poderiam fornecer efetivos para “acelerar” o envio desta missão de paz, que deve ser formada por 17 mil soldados e 3 mil policiais.

A região de Darfur, no oeste do Sudão, vive um conflito armado desde o começo de 2003, e, até agora, cerca de 200 mil pessoas morreram e outros dois milhões de sudaneses se tornaram deslocados internos ou refugiados no Chade, país vizinho.

O secretário-geral da ONU falou também sobre a situação no Afeganistão, onde se reuniu por algumas horas na semana passada com o presidente Hamid Karzai, a quem expressou sua preocupação com o aumento do número de civis mortos pela força multinacional que atua no país.

Ban reiterou hoje esta inquietação, acrescentando a preocupação gerada por um recente relatório da ONU que denuncia o grande aumento da produção de ópio, base para a heroína, no Afeganistão.

O responsável da ONU afirmou que o crescimento no cultivo de ópio – 50% só em 2006 – demonstra que o governo “deve fazer um grande esforço para eliminar a corrupção”.

Da mesma forma, o secretário-geral das Nações Unidas prometeu que a organização coordenará com os países industrializados as formas de fornecer aos produtores fontes alternativas de renda.

Ban frisou ainda a importância que a questão da mudança climática tem em sua agenda e disse que espera que os países em desenvolvimento, exemplificando com Brasil, Índia e China, contribuam com os esforços internacionais para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa.

Questionado sobre o caso da China, que, de acordo com estudos científicos, já seria o maior emissor de dióxido de carbono do mundo, Ban disse confiar em que as autoridades de Pequim cumprirão sua oferta de cooperar neste assunto com os outros países.

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