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Mundo

Ban Ki-moon não irá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Arquivo Geral

10/04/2008 0h00

O sul-coreano Ban Ki-moon, shop secretário-geral da ONU, cost não estará presente na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, website em 8 de agosto, “por problemas de agenda”, de acordo com informações das Nações Unidas nesta quinta-feira.

“O secretário-geral talvez não possa comparecer devido a problemas de agenda”, disse a porta-voz da organização, Marie Okabe, que também afirmou que a decisão final ainda será anunciada.

A porta-voz insistiu que “há meses” o secretário-geral Ban Ki-moon informou ao Governo da China que “existia a possibilidade de não poder comparecer à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos”.

Okabe preferiu não comentar se essa decisão poderia ser motivada pelos protestos contra a situação dos direitos humanos na China.

“Não é uma decisão recente”, disse a porta-voz, que não disse quais eram os compromissos que estariam impedindo a presença de Ban na cerimônia.

“Os planos de viagem do secretário-geral, segundo as regras das Nações Unidas, só vão a público com uma semana ou dez dias de antecedência”, explicou.

No entanto, Okabe afirmou que Ban “planeja visitar a China em algum momento”.

No dia 17 de março, o secretário-geral da ONU já havia manifestado sua preocupação com os conflitos no Tibete e lamentado a perda de vidas humanas durante a ação policial nos protestos da região.

Gordon Brown, primeiro-ministro da Inglaterra, e Angela Merkel, chanceler alemã, são outras autoridades que não estarão presentes na cerimônia.

Nesta quinta-feira, um grupo de relatores do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu ao Governo chinês que seja mais transparente em relação às informações das prisões na região do Tibete.

A ONU segue com cautela a delicada situação em Tibete, pois o Governo chinês insiste que o assunto é uma questão interna.

Em Bruxelas, o Parlamento Europeu (PE) aprovou nesta quinta uma resolução que pede aos líderes da União Européia que boicotem a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, caso as autoridades chinesas não aceitem dialogar sobre a situação do Tibete.

Ao mesmo tempo, o belga Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse nesta quinta, em Pequim, que pediu à China que cumpra seu “compromisso moral” com os direitos humanos.



 

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