O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira (5) em Santiago estar comovido pela “coragem e resistência do povo chileno” e anunciou que a ONU está pronta para entregar “ajuda imediata” para enfrentar os efeitos do devastador terremoto do sábado passado.
“Estamos prontos para entregar qualquer ajuda imediata ou de longo prazo que requeira o Governo do Chile,” afirmou Ban, que foi recebido no aeroporto pelo chanceler, Mariano Fernández, e a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena.
Ban se reunirá hoje com a presidente chilena, Michelle Bachelet, e com o líder eleito, Sebastián Piñera, e sábado (6) visitará as regiões devastadas no sul do país.
“Me comove ver a forte coragem e resistência do povo chileno,” afirmou Ban.
Essa visita tem por objetivo expressar a solidariedade da ONU com o povo chileno, após o terremoto de 8,8 graus Richter que castigou o país em 27 de fevereiro e ver pessoalmente os danos em Concepción e Talcahuano, as duas cidades mais devastadas.
“O Chile foi extraordinariamente generoso em ajudar o Haiti quando foi necessário. Agora é o momento de as Nações Unidas e a comunidade internacional apoiarem o Chile e seu povo”, declarou.
Ban elogiou a presidente chilena “por sua liderança na resposta ao desastre, assim como pela estreita coordenação que teve com o presidente eleito, Sebastián Piñera”, ressaltou um comunicado oficial.
Às 13h local (15h de Brasília), Ban se reunirá com as autoridades responsáveis pela ajuda humanitária de emergência e a desastres naturais.
O secretário-geral das Nações Unidas sustentará, posteriormente, uma reunião com Piñera, que assumirá a Presidência do Chile no dia 11 de março.
Ban visitará também uma ONG fundada pela Igreja Católica que está organizando grupos de jovens para se deslocarem à área devastada para construir casas temporárias a famílias afetadas pelo desastre.
Amanhã sábado, Ban Ki-moon viajará para Concepción, a segunda maior cidade do Chile, situada a 515 quilômetros ao sul da capital, e ao porto de Talcahuano, que também foi seriamente afetado pela catástrofe.
Após visualizar “in loco” o impacto dos danos e se reunir com equipes de resgate e comunidades afetadas, Ban voltará a Santiago, onde terá um encontro com os funcionários das 22 agências das Nações Unidas que atuam no Chile.