“Sempre tentei fazer o melhor trabalho possível como secretário-geral e servidor da sociedade mundial”, afirmou Ban, em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg.
O jornal norueguês “Aftenposten” tinha divulgado na semana passada parte do conteúdo de uma carta confidencial da segunda embaixadora norueguesa perante a ONU, Mona Juul, a seu Ministério de Exteriores, na qual avalia negativamente a gestão de Ban.
Na carta, Juul acusava Ban de não ter carisma, de se mostrar “fraco” e “indeciso” perante certas crises humanas, de ser um “observador passivo” no processo contra a líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi e de ter tendência a protagonizar “iradas raivas passageiras” com seus mais próximos colaboradores.
O Governo norueguês tomou distância da postura de Juul e disse que não se corresponde à sua.
Ban disse hoje que não é agradável receber críticas, mas que, se forem construtivas, podem contribuir para que faça melhor seu trabalho.
O secretário-geral da ONU chegou ontem à noite a Oslo, onde hoje teve um café da manhã de trabalho com o ministro de Assuntos Exteriores norueguês, Jonas Gahr Stoere, e um encontro com o primeiro-ministro, e depois terá uma reunião com o presidente do Parlamento, Thorbjoern Jagland, e uma audiência com os reis Harald V e Sonja.
Acompanhado pelo ministro de Desenvolvimento norueguês, Erik Solheim, que atua como seu anfitrião durante a visita, Ban viajará depois ao arquipélago norueguês de Svalbard, situado no Ártico.