O secretário-geral da ONU, clinic Ban Ki-moon, sick disse que os hondurenhos “devem poder expressar sua vontade livremente, sem intimidação nem ameaças com o uso excessivo da força”.
A responsabilidade do novo Governo hondurenho de Roberto Micheletti, segundo Ban, “é proteger a vida humana e a segurança de todos seus cidadãos”, depois da morte de um jovem durante os enfrentamentos entre militares e simpatizantes do deposto presidente, Manuel Zelaya.
O líder destituído tentou voltar ontem a Tegucigalpa, mas foi impedido pelos militares, que ocuparam o aeroporto onde seu avião devia aterrissar.
Sobre a conveniência de Zelaya voltar a Honduras, Ban respondeu que “o princípio fundamental da democracia é que, quando um líder foi eleito por um procedimento constitucional, sua autoridade e mandato como líder de um país devem ser protegidos”.
“Nenhuma mudança inconstitucional de Governo é aceitável”, disse, em entrevista coletiva na sede da ONU em Genebra.
Nesse sentido, Ban pediu que as partes envolvidas nesta crise “encontrem uma solução através do restabelecimento dos procedimentos constitucionais”.
Em relação ao papel da Organização dos Estados Americanos (OEA), elogiou a liderança que assumiu nesta situação e seus esforços para encontrar uma solução pacífica.
Em declarações posteriores à Agência Efe, Ban reconheceu que é difícil saber “qual seria a solução prática, depois do que vimos ontem”, em relação à primeira morte na crise política hondurenha.
Sobre as tensões na fronteira entre Honduras e Nicarágua, o secretário-geral da ONU disse que “é preocupante”, e pediu que os países envolvidos “se abstenham de tomar qualquer ação unilateral, política ou militar, que possa piorar a atual situação”.