Duas horas depois do discurso do dirigente iraniano, o responsável da ONU emitiu uma declaração, na qual sustentou que as declarações de Ahmadinejad eram contra o que busca a Conferência, cujo objetivo é relançar um plano de ação internacional para combater o racismo, a xenofobia e outras formas de intolerância.
No entanto, esta reunião – que é o fórum de acompanhamento de uma primeira reunião mundial contra o racismo realizada na África do Sul há oito anos – está altamente politizada e a presença de Ahmadinejad, como um dos poucos chefes de Estado presentes, contribuiu para isso.
Para Ban, o discurso do presidente do Irã “torna significativamente mais difícil encontrar soluções construtivas para o problema real do racismo”, e revelou que, em reunião prévia que manteve com ele, tinha pedido que contribuísse para a causa contra o racismo.
Nesse mesmo encontro privado, realizado hoje na sede da ONU em Genebra, o secretário-geral lembrou a Ahmadinejad que uma decisão da Assembleia Geral da organização havia “revogado a equação de sionismo com racismo”.
Em seu discurso na conferência, o líder iraniano acusou Israel de ser um Estado “totalmente racista” e ressaltou fatos como os recentes ataques das forças israelenses contra o território palestino da Faixa de Gaza.