O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou hoje os “atrozes” atentados terroristas cometidos hoje em duas estações do metrô de Moscou, os quais deixaram pelo menos 30 mortos e 70 feridos.
“O secretário-geral condena o duplo atentado suicida no metrô de Moscou desta manhã, que causou a trágica perda de muitas vidas inocentes e ferimentos a outras pessoas”, disse em comunicado o porta-voz da ONU, Martin Nesirky.
Ainda segundo Nesirky, Ban confia que as autoridades russas levarão os responsáveis por “estes atrozes atentados terroristas” aos tribunais.
O secretário-geral “expressa suas sentidas condolências aos familiares das vítimas, assim como ao Governo e ao povo russo. Também deseja uma pronta recuperação aos feridos”, acrescentou o porta-voz.
O Serviço Federal de Segurança russo (FSB) atribuiu o ataque cometido por mulheres suicidas a “grupos terroristas” do norte do Cáucaso.
Mulheres terroristas suicidas já cometeram atentados em Moscou em outras ocasiões. Elas são conhecidas como “viúvas negras” porque vestem roupas de luto e geralmente são esposas de guerrilheiros islâmicos abatidos pelos serviços secretos russos.
Os atentados ocorreram em plena hora do rush, quando o metrô de Moscou transportava milhões de pessoas.
A primeira explosão ocorreu por volta das 8h locais (1h de Brasília) na estação Lubyanka, em frente à sede do FSB (antigo KGB).
Cerca de 45 minutos depois, houve a segunda explosão na estação Park Kultury, a quase 300 metros da sede de vários veículos de comunicação estrangeiros.
Uma das substâncias utilizadas nas explosões foi a ciclonita, tida como uma das preferidas da guerrilha separatista chechena.
Após os atentados, o presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou guerra contra o terrorismo, enquanto o primeiro-ministro, Vladimir Putin, assegurou que os grupos responsáveis pelos ataques “serão liquidados”.