“Tal como me pediu a Assembleia Geral, transferirei o relatório do comitê ao Conselho de Segurança”, disse Ban, que em repetidas ocasiões expressou seu apoio ao trabalho efetuado pelo painel liderado pelo ex-juiz sul-africano Richard Goldstone.
A Assembleia Geral adotou na quinta-feira uma resolução que pede ao secretário-geral que “transmita” ao Conselho de Segurança o documento elaborado pelo comitê Goldstone sobre a ofensiva do Exército israelense contra o Hamas em Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano.
O relatório também dá a Israel e ao Hamas um prazo de três meses para iniciar uma investigação “crível e independente” da atuação de suas forças em Gaza.
O presidente da Assembleia Geral da ONU, o líbio Ali Treki, disse hoje, em entrevista coletiva, que a resolução é uma “declaração contra a impunidade e uma chamada à justiça e à prestação de contas”.
Treki se mostrou satisfeito com o respaldo “arrasador” da Assembleia, apesar de a maior parte ter vindo de países ocidentais, particularmente os da União Europeia (UE), e de alguns latino-americanos não terem aprovado o texto.
A proposta impulsionada pelos países árabes recebeu 114 votos a favor, 14 contra e 44 abstenções, enquanto 16 nações não foram à votação.