Em uma entrevista à “Rádio Cooperativa”, a governante disse que fará uma escala no país caribenho, onde o Chile tem uma grande presença militar e civil como parte da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), antes da reunião em Cancún.
Bachelet confirmou também que, na noite da quarta-feira, conversou por telefone com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a situação no Haiti após o terremoto da terça-feira.
Bachelet ressaltou a disposição de Obama, que encorajou o Governo chileno a entar em contato com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ou com ele mesmo, para solicitar os recursos que considerar necessários no Haiti, disse.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou o número de mortos em “centenas de milhares”.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.