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Bachelet encontra o Papa e conversa sobre a situação do Chile

Arquivo Geral

18/10/2007 0h00

O Papa Bento XVI realizou hoje uma audiência com a presidente do Chile, viagra buy Michelle Bachelet, click com quem analisou a situação sociopolítica do país andino e o seu papel na América Latina, capsule e abordou temas como a vida humana, a família, os direitos humanos, a justiça e a paz.

Bento XVI e Bachelet falaram a sós durante 40 minutos, tempo superior ao dedicado normalmente pelo Pontífice a este tipo de encontro.

Segundo ressaltaram fontes vaticanas e chilenas, tal atitude demonstra a importância que o Papa deu à reunião, assim como “seu amor pelo Chile”.

Também foi destacado o compromisso “positivo” da Igreja Católica com a sociedade chilena, sobretudo nos âmbitos sociais e educativos.

Após a audiência, Bachelet disse que falou com o Papa sobre a atuação da Igreja Católica durante a ditadura chilena, e que ambos lembraram de figuras como a do Papa João Paulo II, que atuou como mediador no conflito territorial entre Chile e Argentina pelo canal de Beagle, solucionado em 1984.

“Falamos de questões éticas, dos problemas da sociedade chilena e da marca registrada de meu Governo: pôr o ser humano no centro das ações governamentais”, disse Bachelet.

A presidente falou da “forte sintonia” com Bento XVI, que concordou, segundo ela, em “trabalhar por um mundo melhor e mais justo”.

Bachelet pediu ao Papa que “reze e ore” pelos chilenos, e convidou-o a viajar ao Chile, lembrando da importância da visita de João Paulo II ao país em 1987.

“Bento XVI é um Papa cordial, bondoso, muito inteligente e conhecedor do Chile”, acrescentou a presidente, que se disse “muito grata” pelo tempo que o Pontífice dedicou a ela.

Em seu encontro com a imprensa, Bachelet acrescentou que também conversou com o Papa sobre o desenvolvimento da juventude, a marginalização, as famílias pobres e a contribuição da Igreja.

“Estes são temas sempre presentes quando tratamos de questões de Estado”, afirmou.

A presidente contou a Bento XVI que ela é uma humanista laica e agnóstica, ao que o Papa respondeu ressaltando que o importante “são os valores do ser humano”.

Bachelet chegou ao Vaticano acompanhada de uma comitiva formada por 15 pessoas, e foi recebida por Bento XVI na porta de sua biblioteca.

Falando em alemão – língua nativa do Papa -, a presidente agradeceu a audiência ao Pontífice, e expressou a ele “o carinho de todos os chilenos”.

O encontro particular entre os dois transcorreu em espanhol e alemão. Em seguida, se juntaram à audiência os presidentes do Senado chileno, Eduardo Frei Ruiz-Tagle; da Corte Suprema do Chile, Enrique Tapia e da Câmara dos Deputados chilena, Patrício Walker, assim como o ministro de Relações Exteriores do país, Alejandro Foxley.

Também compareceram à reunião a deputada María Angélica Cristi; o empresário Ricardo Claro, e o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Petróleo do Chile, Jorge Matute.

A ativista Isolde Reuque, dirigente do Centro Cultural Mapuche, compareceu ao encontro com o Papa vestida com o traje típico dos mapuches, povo indígena do Chile.

A filha de Bachelet, Sofía, e o jogador de futebol Nicolás Medina, da seleção sub-20 chilena, também estavam na comitiva.

A presidente presenteou o Papa com uma escultura de artesanato popular que representa o carro alegórico da festa católica de Quasímodo, uma das mais tradicionais do Chile, além de um livro com fotografias de 40 igrejas chilenas.

Já o Papa presenteou Bachelet com a medalha do Pontificado e um rosário.

Após sua audiência com o Papa, Michelle Bachelet se reuniu com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.

Bachelet, que volta hoje ao Chile, é a quinta presidente chilena a visitar o Vaticano, depois de Eduardo Frei Montalvo (1965), Patrício Aylwin (1991), Eduardo Frei Ruiz-Tagle (2000) e Ricardo Lagos (2002).

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