“Trabalharemos por um ambiente de paz e segurança no Kosovo junto com o Serviço Policial Kosovar, approved independentemente das situações e circunstâncias que possam surgir”, declarou hoje o chefe da missão interina de administração da ONU no Kosovo (Unmik), Joachim Rücker.
Rücker se reuniu com o chefe da Força para o Kosovo (KFOR, da Otan), Roland Kather, e o primeiro-ministro kosovar, Agim Çeku.
Çeku pediu à comunidade internacional que reconheça a independência do território, legalmente sob soberania sérvia, depois de 10 de dezembro, quando termina o atual ciclo de negociações. As novas conversas foram abertas no último dia 10, após a rejeição da Sérvia e da Rússia à imposição de uma independência para o Kosovo.
Na próxima quinta-feira acontece em Viena uma reunião do trio de mediadores internacionais formado por representantes da União Européia (UE), EUA e Rússia, com as delegações de Belgrado e Pristina.
Hoje, a Sérvia anunciou que será representada na reunião pelo ministro do Exterior, Vuk Jeremic, e pelo ministro para o Kosovo, Slobodan Samardzic. Em Pristina, foi confirmado que a delegação albano-kosovar será liderada pelo presidente interno do Kosovo, Fatmir Sejdiu.
Samardzic explicou que Belgrado optou por “uma delegação política, dado o caráter consultivo das negociações”. Segundo a imprensa sérvia, um dia antes da reunião em Viena os três mediadores assistirão em Berlim a uma reunião do Grupo de Contato para o Kosovo.
O trio deve apresentar o 10 de dezembro ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, um relatório sobre as novas negociações. As partes mantêm posturas inconciliáveis sobre o futuro estatuto do Kosovo: a Sérvia oferece uma ampla autonomia interna, com a condição de manter a soberania e integridade territorial do país, mas os albaneses permanecem intransigentes com o separatismo.
Os albaneses insistem que uma independência não é negociável e nem se negocia a divisão do Kosovo. Segundo o porta-voz dos negociadores albano-kosovares, Skender Hyseni, isso abriria caninho para “uma nova aventura com conseqüências incalculáveis na região”.