A Direção de Investigação Antimáfia (DIA) de Nápoles confiscou hoje bens avaliados em cerca 120 milhões de euros que seriam de pessoas relacionadas ao clã dos Casalesi, o mais forte da Camorra, a máfia local.
A DIA, organismo que coordena as investigações sobre o crime organizado, informou que os bens são fruto da lavagem de dinheiro das atividades ilegais dos Casalesi.
Os bens, entre eles sociedades, apartamentos e chalés de luxo, assim como 2 milhões de euros em dinheiro, estavam em nome de 19 pessoas, que – segundo os investigadores – eram utilizadas como testas-de-ferro pelas “famílias” Belforte, Bidignetti e Zagaria, que compõem o clã dos Casalesi.
Os testas-de-ferro, na maioria empresários, compravam os imóveis em leilões judiciais para, assim, justificar a posse de bens de luxo apesar de não possuir grande renda.