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Autoridades iranianas confirmam 29 mortos e 28 feridos em ataque

Arquivo Geral

18/10/2009 1h00

Pelo menos 29 pessoas morreram e 28 ficaram feridas no atentado cometido hoje contra militares da Guarda Revolucionária iraniana que trabalhavam na fronteira com o Paquistão, segundo fontes oficiais.

“Até o momento, foram localizados 29 mártires na localidade de Pishin, vizinha à fronteira com o Paquistão”, afirmou o assessor de segurança do Governador da província fronteiriça do Sistão-Baluchistão (sudeste), Jalal Sayah, ouvido pela agência de notícias local “Mehr”.

Segundo o funcionário, outras 28 pessoas ficaram feridas. Devido o estado grave de algumas delas, não está descartado um aumento no total de mortos.

“Entre os que perderam a vida, há dez líderes tribais. Vários outros ficaram feridos”, acrescentou Sayah.

Oficiais de alta patente da Guarda Revolucionária, a tropa de elite do Exército iraniano, também perderam a vida no atentado, cometido nesta manhã.

Entre os mortos, está o subcomandante do Comando Leste, Nour Ali Shushtari, e o chefe dos guardiães revolucionários no Sistão-Baluchistão, general Mohamazadeh.

Na hora do ataque, oficiais da Guarda Revolucionária se reuniam com líderes tribais sunitas e xiitas.

Mais cedo, a corporação atribuiu o ataque a “mercenários da arrogância mundial”, em uma alusão ao Ocidente, especialmente aos Estados Unidos.

“Sem dúvida, este ato selvagem e desumano está relacionado à estratégia satânica dos estrangeiros e dos inimigos que foram feridos pela Revolução Islâmica”, disse a tropa de elite.

“Com este atentado, tentam romper a unidade entre xiitas e sunitas e dividir as fileiras integradas e unidas do povo iraniano”, acrescenta uma nota.

No momento, as autoridades iranianas investigam se o atentado foi obra de um terrorista suicida, como indicaram as primeiras informações, ou foi cometido com um carro-bomba.

“Trabalhamos com as duas hipóteses”, disse Mohamad Marzieh, procurador-geral da cidade de Zahedan, capital do Sistão-Baluchistão.

“As investigações para identificar os autores já começaram. Assim que eles forem reconhecidos, pediremos a morte deles”, acrescentou o procurador, citado pela agência oficial de notícias local “Fars”.

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