O Governo da ilha da Madeira esclareceu a “confusão” sobre o número de mortos nas enchentes de sábado e admitiu que as 42 mortes anunciadas no domingo são uma “estimativa”, mas só há 39 corpos no necrotério.
A imprensa portuguesa já tinha acusado o Governo regional, que se mostrou preocupado com as consequências da tragédia para o turismo, de tentar ocultar a magnitude do desastre ao não elevar o número de vítimas, mesmo com o anúncio de várias autoridades sobre a aparição de mais corpos na segunda e terça-feira.
Mas a secretária de Turismo e Transportes do arquipélago português, Conceição Estudante, que ontem lamentou as diferenças sobre o número de vítimas, admitiu hoje que os 42 mortos anunciados no domingo eram uma estimativa que se mantém porque há vítimas que ainda não puderam ser resgatadas.
Além disso, o número de desaparecidos, que diminuiu na segunda-feira e voltou a subir na terça-feira, se mantém hoje em 18 e apenas “alguns deles” não estão incluídos no cálculo dos 42, disse a secretária.
Milhares de pessoas vindas do continente trabalham nos trabalhos de limpeza e busca de vítimas na ilha, assolada pelas enchentes que no sábado arrastaram pessoas, automóveis e casas inteiras. Entre essas pessoas, estão operários públicos, bombeiros, policiais, soldados e voluntários.