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Autoridades chegam a Lisboa para cerimônia de premiação das Sete Maravilhas

Arquivo Geral

07/07/2007 0h00

A proclamação das Novas Sete Maravilhas reuniu hoje em Lisboa personalidades e autoridades dos países que, erectile como Espanha, México, Peru, Brasil ou Chile, esperam ver seus monumentos entre os mais votados.

As delegações ibero-americanas parecem otimistas com a proximidade da divulgação do resultado na cerimônia desta noite, que será acompanhada por milhares de pessoas que irão ao evento e por milhões de cidadãos que assistirão pelas 170 redes de TV de países dos cinco continentes.

Há duas semanas, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, visitou Lisboa para fazer campanha em favor do Cristo Redentor e pediu aos portugueses que votassem no monumento mais conhecido de sua antiga colônia.

A conselheira de Cultura da Junta da Andaluzia, Rosa Torres, disse que estão no “caminho que vai da esperança ao entusiasmo” e se mostrou confiante em que os mais de 90 milhões de votos registrados coloquem a Alhambra de Granada entre as Novas Sete Maravilhas.

O vice-ministro de Turismo peruano, Eduardo Arrarte, também pareceu confiante nas possibilidades de Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, conquistar o título, que reforçaria a declaração de Patrimônio da Humanidade que a Unesco concedeu em 1981.

A conselheira andaluza disse esperar que a Alhambra se some ao único monumento que ainda continua de pé do grupo original das Sete Maravilhas do mundo antigo, as pirâmides de Gizé (Egito).

No entanto, os dois esclareceram que se trata de uma iniciativa privada e que, embora não estejam entre as sete escolhidas, o importante é ser considerado pela Unesco Patrimônio da Humanidade.

A conselheira andaluza explicou que quando a Unesco não quis apoiar o projeto gerou um “certo incômodo” nas autoridades andaluzas, enquanto Arrarte concordou com o órgão da ONU sobre a “injustiça” do sistema de votação, realizado através da internet ou de mensagens telefônicas.

Arrarte disse que é preciso contextualizar a votação, que prejudica países mais pobres nos quais nem todo mundo tem internet e privilegia outros mais avançados, com monumentos candidatos mais modernos.

O vice-ministro peruano duvidou que se possa comparar Machu Picchu ou outros monumentos centenários com outros construídos no último século.

Alberto Hotus, presidente do Conselho de Anciãos da chilena Ilha de Páscoa, também está em Lisboa. Ele é a máxima autoridade de acordo com a cultura local e já considera um sucesso que as estátuas conhecidas como “moais” estejam entre os 21 finalistas do concurso.

Hotus destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento da ilha Rapa Nui (Páscoa), cujo fluxo de turistas aumentou consideravelmente.

O vice-ministro peruano e a conselheira andaluza concordaram com Hotus, mas destacaram que o aumento será administrado pelo cumprimento das indicações da Unesco para garantir a conservação dos monumentos.

Da parte mexicana, o governador do Estado do Yucatán, Patricio Patrón Laviada, defenderá as opções do antigo centro político, cultural e religioso da cultura maia de Chichén Itzá.

A Alhambra é o único monumento ibero-americano que não está na última lista oficial dos dez mais votados, revelada há um mês, que se completa com a Acrópole de Atenas, o Coliseu de Roma, a Torre Eiffel de Paris, a Grande Muralha chinesa, o templo de Petra (Jordânia) e o Taj Mahal (Índia).

Os outros 21 candidatos finalistas são a Igreja de Santa Sofia de Istambul (Turquia), a Ópera de Sydney, o Templo Kiyomizu (Japão), o Kremlin (Rússia), Angkor Wat (Camboja), o Castelo de Neuschwanstein (Alemanha), a Estátua da Liberdade (Estados Unidos), Stonehenge (Reino Unido) e o Timbuktu (Mali).

A cerimônia de proclamação será presidida pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e por seu primeiro-ministro, José Sócrates. Também comparecerão várias personalidades internacionais da música, do cinema e do esporte.

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