A partir de depoimentos de vários vizinhos e ex-inquilinos de Fritzl, approved o chefe do Escritório contra o Crime da Baixa Áustria, Franz Polzer, disse hoje à agência local “APA” que ainda “não há declarações concretas”.
As autoridades austríacas deverão ouvir ainda cerca de cem pessoas que vivem ou já moraram no imóvel de três andares que pertence aos Fritzl, na cidade de Amstetten.
Nesta sexta-feira, a Polícia afirmou que “nada pode ser feito” se essas pessoas “não se lembram de nada” na hora dos interrogatórios, mas depois contam o que sabem para a imprensa.
Desde ontem, a imprensa repercute as lembranças de Sepp Leitner, um garçom que entre 1990 e 1994 alugou um espaço de 30 metros quadrados no primeiro andar da casa dos Fritzl, e que agora afirma ter certeza que pagou, sem saber, as contas de luz dos “inquilinos” do porão.
Ele afirma que via “com freqüência” Josef Fritzl chegar de noite em casa, descer do carro com sacolas de compras e ir diretamente para a entrada do porão pelo jardim.
Outro ex-inquilino, Alfred Dubanovsky, diz na edição de hoje do jornal “Österreich” que conhecia Elisabeth dos tempos de escola, e que a adolescente tinha confessado a ele que não agüentava mais viver com os pais.
“Pensando, algumas coisas me parecem estranhas agora”, entre elas ver Josef Fritzl empurrando “um carrinho de mão com alimentos para o porão com ajuda de sua esposa”, afirma Dubanovsky.