Cinco homens foram considerados culpados e condenados a entre dez e quinze anos de prisão hoje, information pills pelo maior roubo da história do Reino Unido, estimado em 53 milhões de libras (71,5 milhões de euro).
Em 21 de fevereiro de 2006, os ladrões, armados, roubaram dinheiro de um depósito da empresa de segurança Securitas, em Kent (sul da Inglaterra).
Disfarçados de policiais, os criminosos ainda seqüestraram o diretor do depósito, Colin Dixon, sua esposa e seu filho de oito anos.
Ameaçando matar a família de Dixon, os ladrões obrigaram-no a cooperar, entraram no depósito, e, antes de fugir com o dinheiro, amarraram as mãos de quatorze empregados.
Até agora a Polícia conseguiu recuperar 21 milhões de libras (cerca de 28 milhões de euro). Os investigadores suspeitam que parte do restante da quantia roubada esteja no norte do Chipre e no Marrocos, em dinheiro e em forma de ativos.
No tribunal penal londrino de Old Bailey, os cinco homens foram condenados pelos delitos de seqüestro, roubo e posse de armas de fogo, em um julgamento que durou sete meses.
Os condenados a cumprir um mínimo de quinze anos de prisão são Stuart Royle, de 49 anos e vendedor de automóveis; Jetmir Bucpapa, de 26, de nacionalidade albanesa e desempregado; Roger Coutts, de 30 e dono de uma garagem; e Lea Rusha, de 35 e reparador de telhados.
Outro albanês, Emir Hysenaj, de 28 anos e funcionário da Securitas no depósito, era o contato do grupo no local, e foi condenado a um mínimo de dez anos de prisão.
O juiz David Penry-Davey ordenou a deportação de Bucpapa e Hysenaj uma vez cumpridas as sentenças.
Os outros dois homens acusados, o granjeiro John Fowler, de 59 anos, e Keith Borer, de 54, foram inocentados de qualquer envolvimento.
Segundo o promotor John Nutting, os ladrões atuaram inspirados por uma vida de “luxo, facilidade e ócio”, e estavam dispostos a agir contra pessoas “inocentes e vulneráveis” para chegar onde queriam.
O grupo utilizou máscaras fabricadas pela cabeleireira Michelle Hogg, de 33 anos, que a princípio chegou a ser acusada pela Polícia, mas depois concordou em colaborar com a Promotoria.
Segundo a edição de hoje do jornal londrino “Evening Standard”, Hogg viu-se obrigada a mudar sua identidade e a viver sob proteção policial, após ter identificado o suposto “cérebro” do roubo.
De acordo com o jornal, o líder do grupo está detido em uma prisão norte-africana à espera da extradição para o Reino Unido.
Os ladrões, filmados pelas câmaras de vigilância do depósito, levaram o dinheiro roubado em um caminhão de sete toneladas e meia. Foram deixadas para trás 153 milhões de libras (206,5 milhões de euro) por falta de espaço no veículo.