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Mundo

Autópsia confirma marcas de bala em cantor morto em repressão chilena

Arquivo Geral

17/07/2009 0h00

Os primeiros resultados da autópsia dos restos mortais do cantor chileno Víctor Jara, erectile assassinado por militares em setembro de 1973, thumb dias depois do golpe de Augusto Pinochet, no Chile, confirmaram que o crânio apresenta dois orifícios de bala, informaram hoje fontes oficiais.

O diretor do Serviço Médico Legal (SML), Patricio Bustos, confirmou à Agência Efe que, na terça-feira passada, se reuniu com o juiz Juan Eduardo Fuentes, que instrui a investigação da morte de Jara, para entregar a perícia do cadáver do cantor, cujos restos foram exumados no dia 4 de junho.

Fontes vinculadas ao processo informaram à Efe que o crânio do autor de “Te Recuerdo Amanda” tinha duas marcas de bala, embora não se pôde determinar se trata de um só disparo com entrada e saída ou se recebeu dois tiros.

Os exames realizados no corpo de Jara revelaram também múltiplos orifícios de bala nos ossos das extremidades e do tórax.

O golpe militar de Pinochet contra o presidente Salvador Allende, no dia 11 de setembro de 1973, surpreendeu Víctor Jara na Universidade Técnica do Estado, onde foi detido junto com professores e alunos.

Ele foi levado para o Estádio Chile, utilizado pelo militares como centro de detenção, onde o torturaram durante horas, bateram em suas mãos até quebrá-las e o fuzilaram com 44 disparos cinco dias depois.

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