A austríaca Natascha Kampusch foi esquiar com o seqüestrador que a manteve presa durante oito anos, diagnosis symptoms mas não teve chance de escapar durante a viagem, disseram hoje seus dois advogados.
Wolfgang Priklopil capturou Natascha quando ela era uma criança e ia para a escola, em 1998. Ele a manteve presa em um porão sem janela, embaixo de sua garagem, até que ela conseguiu escapar no mês passado, já tendo completado 18 anos.
Depois da fuga, Priklopil cometeu suicídio pulando à frente de um trem.
Natascha Kampusch contou à polícia ter esquiado com Priklopil, disse o advogado Gabriel Ganzger à agência Austria Press. "Mas nenhuma chance de escapar se apresentou durante a viagem. Ele disse a ela que mataria qualquer pessoa de quem ela se aproximasse."
A agência disse que naquele dia, quando Kampusch teve que usar o banheiro, Priklopil vigiou a porta. Ela encontrou uma mulher no banheiro, mas não pôde se comunicar com ela porque se tratava de uma turista que não falava alemão, relatou a agência.
Outro advogado, Gabriel Lansky, disse que o público não soube da viagem antes "porque havia temores de que isso pudesse minimizar a importância do seqüestro". A viagem poderia sugerir que Kampusch gostava de ficar com seu seqüestrador.
Kampusch disse em uma entrevista, na quarta-feira, que se recupera bem do seqüestro e está pronta para enfrentar o mundo. Ela está em um hospital de Viena, protegida de repórteres e recebendo tratamento de médicos e psiquiatras.
Natascha Kampusch foi notícia no mundo inteiro na semana passada, ao descrever os anos de fome, solidão e desespero em sua primeira entrevista na televisão. Ela usava um lenço na cabeça para disfarçar parcialmente seu visual, caso ela queira mudá-lo no futuro e evitar ser reconhecida.