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Mundo

Austríaca mantida refém por 8 anos diz ter pena do seqüestrador

Arquivo Geral

20/08/2007 0h00


A austríaca Natascha Kampusch, this site que escapou de oito anos de cativeiro em um porão nos arredores de Viena, disse em um documentário transmitido hoje na TV da Áustria que sente “cada vez mais pena” de seu seqüestrador Wolfgang Priklopil, já falecido.

“É algo não que pude sentir antes. Era uma pobre alma. Tudo que ele me fez está se afastando de mim. Não está desaparecendo mas está se afastando. Agora estou tentando viver uma vida normal”, disse a jovem de 19 anos. “Tento tirar o melhor de mim. Não tenho sentimentos negativos porque não se deve vingar maus atos com maldades”, acrescentou.

Por causa do primeiro aniversário de sua libertação, a televisão pública austríaca “ORF” convidou Natascha a uma viagem a Barcelona, onde ela pôde entrar no mar pela primeira vez na vida e onde viu pessoas “muito diferentes de Viena, mais relaxadas”.

Sobre o livro que sua mãe Brigitta Sirny-Kampusch acaba de publicar, “Verzweifelte Jahre” (Anos Desesperados), a menina disse que “se ela quiser, pode publicar; ninguém pode proibir, mas eu não faria isso”. Ela se mostra mais crítica com o pai, Ludwig Koch, que acusa de “tornar mais difícil meu retorno à vida normal”.

Quanto à perseguição sofrida por parte da imprensa marrom austríaca e alemã, Natascha expressou o desejo que “as pessoas sejam um pouco mais sensível, e que não tirem tantas fotos de mim. Não sou uma estrela de Hollywood”.

O jornal gratuito “Heute” veio publicando em manchetes qualquer rumor sobre a jovem, e na semana passada abriu a primeira página com uma notícia de que Kampusch carregava sempre uma foto do caixão do seqüestrador.

O jornal criou uma seção exclusiva de cartas só para incluir as que falam da jovem, que costumam ser muito críticas.

Natascha assegurou que decidiu voltar a falar com a imprensa para informar a todas as pessoas que doaram dinheiro para ela sobre como está sua vida agora.

“As doações continuam em contas, das quais meus advogados estão cuidando. Quando eu estiver recuperada de tudo, quero ajudar outras pessoas”, anunciou a jovem no documentário de 45 minutos intitulado “Natascha Kampusch – um ano depois”.

A menina foi seqüestrada por Priklopil em março de 1998, quando tinha 10 anos. Ela conseguiu escapar em 23 de agosto do ano passado. Em seguida, o seqüestrador se suicidou jogando-se nos trilhos à frente de um trem na Estação Norte-Praterstern de Viena.

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