Erin Patterson, de 50 anos, é acusada de assassinar, em julho de 2023, os pais e a tia de seu ex-marido, Simon Patterson, que também havia sido convidado para o almoço, mas recusou o convite.
Seus sogros, Don e Gail Patterson, morreram após ingerir o prato de carne com massa folhada. A tia de seu ex-marido, Heather Wilkinson, também morreu, enquanto seu cônjugue, Ian, adoeceu gravemente, mas depois se recuperou.
Patterson se declarou inocente de todas as acusações.
Nesta quinta-feira (8), durante o julgamento foi reproduzida uma gravação de uma entrevista policial com a filha de Patterson, então com nove anos, realizada após o almoço.
“Mamãe me disse que queria almoçar com meus avós”, disse a menina, cujo nome não pode ser revelado por razões legais. “Disse que queria falar com eles sobre coisas de adulto, e que nós íamos ao cinema”, acrescentou.
A menina contou que ela e um irmão foram levados a um restaurante McDonald’s para almoçar, antes de ir ao cinema.
Explicou também que sua mãe começou a se sentir mal depois do almoço, do qual as crianças comeram algumas sobras mais tarde.
“Não lembro quando ela começou a se sentir mal, acredito que foi no dia seguinte”, declarou a menina à polícia.
“Comemos algumas sobras. Um pouco da carne, purê de batatas e feijão”, afirmou.
O tribunal também escutou o depoimento de Conor McDermott — então responsável pela toxicologia em um hospital de Melbourne —, que perguntou à Patterson onde ela havia comprado os cogumelos.
Segundo ele, Patterson respondeu ter comprado alguns em um supermercado grande e outros em uma loja chinesa, embora não pudesse se lembrar em qual.
A Promotoria alega que Patterson envenenou deliberadamente os seus convidados e se certificou de que nem ela, nem seus filhos consumissem os cogumelos mortais.
Sua defesa argumenta que foi “um terrível acidente” e que Patterson comeu a mesma comida que os outros, embora não tenha ficado tão doente.
É esperado que o julgamento continue por mais cinco semanas.
© Agence France-Presse