A crise financeira que começou nos Estados Unidos e estendeu-se pelo mundo fez crescer a pobreza, tornando praticamente impossível o cumprimento dos Objetivos do Milênio, traçados para 2015 pelas Nações Unidas.
A constatação aparece no relatório de 2009 da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
Um ponto positivo, de acordo com o documento, no entanto, é que algumas nações emergentes demonstraram estar menos vulneráveis que em crises anteriores, entre estas algumas na América Latina e na Ásia.
Como administraram melhor suas políticas cambiais antes da crise, não só puderam prevenir uma sobrevalorização de suas moedas, mas também acumular reservas em moedas estrangeiras.
“Na América Latina e no Caribe é provável que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chega em 2009 a cerca de 2%, e que o México atravesse uma recessão profunda”, dizem os analistas.
“O México sofreu o impacto da crise mais duramente, com uma perda do PIB da ordem de 7% em 2009. Sentiu também os efeitos do encolhimento da demanda industrial externa e a redução do turismo”, afirmam.
O relatório diz que a maior parte dos países latino-americanos tinha uma posição macroeconômica sólida.
Na Ásia, os países que melhor resistiram à recessão são aqueles em que o mercado interno desempenha um papel mais importante, como são China, Índia e Indonésia.
Para África, a previsão é de queda na produção em 2009, principalmente na África Subsaariana, onde se registrará uma redução do PIB per capita.