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Mundo

Aumenta pressão para libertação de Betancourt e outros reféns da Farc

Arquivo Geral

28/03/2008 0h00

O clamor pela libertação da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e dos demais reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) aumentou hoje com os rumores sobre o delicado estado de saúde da política, check que levaram o Governo a apresentar uma proposta para acabar com o drama dos seqüestrados.

O presidente colombiano, clinic Álvaro Uribe, que ontem autorizou a libertação de guerrilheiros em troca de seqüestrados, encabeçou nesta sexta-feira os pedidos para que as Farc aceitem a iniciativa, à qual o Executivo se referiu como um “mecanismo expresso e imediato” para o alcance de um “acordo humanitário”.

“Apelo hoje aos que estão com Ingrid Betancourt e os outros seqüestrados que os libertem, que façam essa grande contribuição ao país, que atendam a esse clamor do coração dos colombianos”, disse Uribe.

Os temores em relação à saúde de Betancourt foram reavivados ontem pelo defensor público Vólmar Pérez, segundo quem o estado da ex-candidata presidencial é “muito, muito delicado”.

Pérez também disse que seu escritório tem conhecimento de que, em fevereiro, Betancourt “foi atendida em alguns postos de saúde” do departamento de Guaviare, no sudeste do país.

Segundo o defensor público, a colombiana, em poder das Farc desde fevereiro de 2002, está com leishmaniose e hepatite B.

Pérez revelou ainda que a saúde do ex-congressista Óscar Tulio Lizcano, refém da guerrilha desde 2001, é muito grave.

Horas depois das revelações de Pérez sobre a saúde de Betancourt, o alto comissário do Governo para a Paz, Luis Carlos Restrepo, anunciou que Uribe tinha assinado um decreto mediante o qual o Governo autorizava a libertação de guerrilheiros em troca da soltura dos seqüestrados.

Segundo Restrepo, “só basta” que as Farc libertem os reféns que mantêm em condição de “passíveis de troca” ou os demais seqüestrados, mais de 700, para que “um número singular ou plural” de rebeldes presos seja solto.

Os insurgentes podem até terem sido condenados por crimes não sujeitos a anistia ou indulto, destacou Restrepo, que, porém, advertiu que os que quiserem o benefício da suspensão condicional da pena, ou uma alternativa, terão de deixar a luta armada.

Ao apelo de Uribe pela libertação de Betancourt e de outros reféns se uniram hoje a Igreja Católica, setores políticos e ex-seqüestrados das Farc.

O presidente da Conferência Episcopal Colombiana, Luis Augusto Castro, pediu ao chefe guerrilheiro Milton de Jesús Toncel, conhecido como “Joaquín Gómez”, “que tenha neste momento essa amabilidade para com Ingrid e todos os colombianos”.

Joaquín Gómez foi escolhido este mês para suceder na cúpula das Farc o número dois e porta-voz internacional da guerrilha, conhecido como “Raúl Reyes” e que foi morto em 1º de março.

Por sua vez, o sacerdote Darío Echeverry, integrante da Comissão Nacional de Conciliação, disse que as Farc “não podem deixar” Betancourt e nenhum outro refém “morrer”.

Clara Rojas, ex-companheira de chapa de Betancourt nas eleições presidenciais de 2002 e libertada pelos guerrilheiros em janeiro, após quase seis anos em cativeiro, também pediu a soltura dos reféns.

“Com a alma, com o coração, (tomara que) enviem as coordenadas ao presidente (venezuelano Hugo) Chávez e (…) a Cruz Vermelha Internacional possa resgatar Ingrid, o ex-governador Alan Jara e as outras pessoas que ainda estão” seqüestradas, disse Rojas a emissoras de rádio.

Já a ex-congressista Gloria Polanco, também ex-refém, disse que sentia “muita dor na alma”, lembrou que Betancourt é a única mulher do grupo de passíveis de troca e pediu que, “por Deus”, os guerrilheiros “se compadeçam do que Ingrid está sofrendo”.

Outro que se manifestou foi o ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998), segundo quem o Governo e as Farc precisam encontrar “um mecanismo” para a “devolução de Ingrid”.

Samper chegou a sugerir a gestão de Chávez, que já teve êxito duas vezes.



 

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