De cada cinco detidos de Guantánamo que foram libertados, um retornou à luta ou acredita-se que estão dispostos a voltar às armas, segundo documentos do Pentágono, citados hoje pela imprensa dos Estados Unidos.
A informação foi divulgada após a revelação de que alguns detidos da prisão americana em Cuba tinham se unido às forças de um grupo da Al Qaeda no Iêmen, acusado de estar vinculado à tentativa fracassada de atentado em um avião de passageiros que viajava de Amsterdã para Detroit no dia de Natal.
O anúncio acontece um dia depois que o presidente Barack Obama confirmou que mantém suas intenções de fechar o centro de detenção levantado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
Segundo o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Geoff Morrell, em entrevista coletiva, a reincidência dos libertados de Guantánamo aumentou.
Embora não tenha revelado números específicos, Morrell indicou que os funcionários do Pentágono esperam publicar em breve um relatório sobre a situação.
No início do ano passado, a reincidência foi de 11%. Em maio foram registrados 14%. Segundo a rede de televisão “ABC”, que citou fontes oficiais, o retorno dos libertados de Guantánamo às atividades é, atualmente, de 20%.
Em sua conversa com os jornalistas, Morrell indicou que a tendência “não se reverteu”, mas reiterou que não seriam divulgados números, pois são informações confidenciais.
O porta-voz do Pentágono indicou que os 14% de maio representavam um nível preocupante, mas indicou que a maioria dos 550 detidos que foram libertados não voltaram ao campo de batalha.
Em Guantánamo ainda estão aproximadamente 200 supostos terroristas, a maioria iemenitas.