Uma semana antes da realização do referendo sobre a reforma constitucional sugerida pelo presidente da Venezuela, page Hugo Chávez, seus simpatizantes e adversários lançam mão de seus últimos recursos para vencer a mais apertada das últimas disputas eleitorais do país.
A partir de hoje, é proibido citar ou divulgar pesquisas de intenção de voto.
As análises mais sérias apontam dois cenários: em um deles, o presidente venezuelano venceria por uma diferença apertada e, no outro, a oposição ganharia por uma pequena margem. A abstenção poderia ser outra variável que pesaria na balança em um sentido ou no outro.
As forças favoráveis e contrárias à reforma preparam um intenso fim de campanha, que terminará às 6h (8h de Brasília) de 1º de dezembro, informou no sábado, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena.
O “chavismo”, que defende o “sim”, se apóia no carisma do líder e, por isso, a agenda semanal do presidente buscará multiplicar sua presença em diferentes partes do país com manifestações e aparições na mídia local.
Já a oposição, que promove o “não”, estará na rua em passeatas e manifestações que coincidem em sua rejeição à reforma de Chávez.
O presidente venezuelano já anunciou que, se o “não” vencer, o projeto de reforma será arquivado até uma ocasião mais favorável, enquanto representantes da oposição reiteraram que, se perderem, reconhecerão democraticamente a derrota.
O Governo estabeleceu uma série de medidas para garantir a paz dos eleitores no dia da votação, que vão desde a proibição de venda de bebidas alcoólicas e porte de armas até pedir aos militares, no dia 2 de dezembro, que se encarreguem das tarefas de custódia e ordem que habitualmente ficam a cargo das policiais locais e regionais.
Neste dia, 16 milhões de venezuelanos poderão aprovar ou rejeitar com seu voto a reforma de até 69 dos 350 artigos da Constituição de 1999.