Os manifestantes, principalmente professores, sindicalistas e camponeses, percorriam pacificamente uma das artérias da cidade em direção à sede do Congresso, no centro da capital.
A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, participou do protesto. Na quinta-feira, ela voltou à capital partindo da zona fronteiriça com a Nicarágua, após desistir de tentar se reunir com o marido, que prepara no país vizinho uma “resistência” contra o Governo instalado depois de que foi expulso pelo Exército, em 28 de junho.
Muitos dos manifestantes estiveram presentes, no dia anterior, à dispersão de um bloqueio realizado pelos opositores ao Governo de fato em uma estrada que liga Tegucigalpa ao norte, alguns mostrando os ferimentos sofridos nesses distúrbios.
Segundo a Polícia, pelo menos seis pessoas ficaram feridas e 88 foram detidas durante a repressão, enquanto a Frente de Resistência contra o golpe estimou os números em 72 e mais de 100, respectivamente.