O porta-aviões americano “USS Gerald R. Ford” ingressou no mar Mediterrâneo nesta sexta-feira (20), com o que Washington reforça ainda mais seu poder de fogo em uma região onde realizou um enorme deslocamento militar diante de possíveis ataques contra o Irã.
A seguir, a AFP examina os principais recursos militares dos Estados Unidos mobilizados em ou perto do Oriente Médio.
– Navios –
Washington conta atualmente com 13 navios de guerra no Oriente Médio: um porta-aviões — o “USS Abraham Lincoln” —, nove destróieres e três navios de combate litorâneo, segundo indicou um funcionário americano.
O “USS Gerald R. Ford”, o maior porta-aviões do mundo, foi visto cruzando o estreito de Gibraltar rumo ao Mediterrâneo em uma foto tirada nesta sexta-feira.
Ele é acompanhado por três destróieres e, quando chegar à sua posição, elevará para 17 o número total de navios de guerra americanos no Oriente Médio.
O “USS Gerald R. Ford” e o “USS Abraham Lincoln” são tripulados por milhares de marinheiros e contam com alas aéreas compostas por dezenas de aviões de combate.
É pouco frequente que dois desses enormes porta-aviões estejam ao mesmo tempo no Oriente Médio.
– Aeronaves –
Além dos aviões embarcados nos porta-aviões, os Estados Unidos enviaram dezenas de outras aeronaves de combate ao Oriente Médio, segundo dados de contas de inteligência de fontes abertas no X, do site de rastreamento de voos Flightradar24 e de reportagens da imprensa.
Isso inclui caças furtivos F-22 Raptor e F-35 Lightning, aviões de combate F-15 e F-16, e aeronaves-tanque KC-135 necessárias para sustentar suas operações.
– Defesa antiaérea –
Os Estados Unidos também reforçaram suas defesas antiaéreas terrestres no Oriente Médio, segundo relatos.
Além disso, mantêm na região numerosos destróieres lança-mísseis guiados, que oferecem capacidades de defesa aérea no mar.
– Efetivos em bases –
Embora não esteja previsto que forças terrestres participem de ações ofensivas contra o Irã, os Estados Unidos mantêm dezenas de milhares de militares em bases no Oriente Médio potencialmente vulneráveis a um contra-ataque.
Teerã lançou mísseis contra uma base americana no Catar depois que Washington atacou três instalações nucleares iranianas em junho de 2025, mas eles foram interceptados pelas defesas antiaéreas.
AFP