Centenas de ativistas se concentraram hoje em frente à base militar de Fort Benning (EUA), para pedir o fechamento do Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica (Whinsec, por seu sigla em inglês), ao qual acusam de ter treinado oficiais que participaram do golpe de Estado em Honduras.
Estudantes, veteranos de guerra, representantes de comunidades de base e sobreviventes de torturas fazem parte da comitiva que denuncia a relação da escola com a formação de militares que participaram de 11 regimes ditatoriais na América Latina.
Os ativistas denunciam que durante seus mais de 60 anos de funcionamento, milhares de latino-americanos foram torturados, violados e assassinados por soldados e oficiais treinados na escola, como no caso de Honduras.
A organização SOA Watch considera a escola “assassina” e aponta que o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas hondurenhas, o general Romeo Vásquez, foi aluno em 1976 e em 1984, assim como o general Luis Prince Suazo, à frente da Força Aérea do país.
O general Vásquez foi destituído dias antes do golpe de Estado do dia 28 de junho, por ter se negado a cumprir instruções do Executivo para que os militares dessem apoio logístico à enquete impulsionada pelo presidente Manuel Zelaya para reformar a Constituição, que, segundo detratores do líder deposto, abria as portas para a reeleição.
Zelaya destituiu o general, que rejeitou acatar as ordens presidenciais depois que um tribunal opinou que a iniciativa era ilegal. O Congresso o restituiu em seu cargo após o golpe de Estado.