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Ativista iraniano-americana é libertada após pagar fiança

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

A ativista iraniano-americana Hale Esfandiari, web detida no Irã e acusada de “atividades contra a segurança nacional”, stomach foi libertada hoje após pagar fiança de 3 bilhões de riales iranianos (€ 300 mil).

A agência estudantil de notícias “Isna” afirmou também que o sociólogo Kian Tajbakhsh, try também iraniano-americano, “será posto em liberdade com o pagamento de uma fiança nos próximos dias”.

A “Isna”, que cita uma “fonte próxima” ao caso de Esfandiari e Tajbakhsh no Tribunal Revolucionário de Teerã, não informou, no entanto, se eles receberão autorização para viajar ao exterior.

Esfandiari, diretora de departamento de estudos sobre o Oriente Médio no Centro Internacional de Estudos Woodrow Wilson em Washington, foi detida em 8 de maio após chegar a Teerã para visitar a mãe, de 93 anos.

Tajbakhsh foi preso poucos dias depois.

As autoridades iranianas acusaram os dois de “prejudicar a segurança do Estado por meio de atividades de informação e de espionagem para o exterior” e asseguraram que ambos seriam “tratados como cidadãos iranianos”.

Em 12 de agosto, um porta-voz iraniano anunciou o fim das investigações sobre o caso e disse que o influente Poder Judiciário, controlado pelos conservadores, se preparava para decidir sobre o destino dos dois ativistas.

A televisão estatal emitiu em meados de julho um programa no qual os dois comentavam a natureza do trabalho realizado em centros de pesquisa americanos sobre o Irã, e suas declarações foram qualificadas como “confissões” pelo regime.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, afirmou então que o país está “horrorizado” pelo fato de “pessoas inocentes” como Esfandiari e Tajbakhsh serem mostradas publicamente na televisão.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, expressou em junho sua “enérgica condenação” às detenções e pediu a libertação “imediata e incondicional” dos dois, o que foi rejeitado pelo Irã ao considerar a atitude uma “ingerência nos assuntos internos do país”.

Várias organizações internacionais de Direitos Humanos, entre elas a Anistia Internacional, pediram em maio que o Irã libertasse os dois ativistas.

A vencedora do prêmio Nobel de Paz 2003, a advogada e ativista iraniana, Shirin Ebadi, expressou sua preocupação com o estado de saúde de Esfandiari, de 67 anos.

Atualizada às 13h05

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