Pelo menos 14 pessoas morreram e 92 ficaram feridas hoje em um atentado suicida contra uma mesquita sunita na localidade de Tal Afar, 450 quilômetros ao noroeste de Bagdá, informaram fontes policiais.
As fontes disseram que um terrorista suicida detonou o cinto de explosivos que tinha preso ao corpo no meio dos fiéis reunidos para a oração muçulmana da sexta-feira na mesquita de Al-Takua, em um bairro residencial de maioria turcomana.
Pouco antes, o atacante tinha escapado de um tiroteio com soldados iraquianos, que interceptaram um veículo suspeito com quatro pessoas a bordo, uma delas o terrorista suicida, que se dirigia à mesquita.
Os quatro ocupantes do veículo conseguiram fugir, mas um deles entrou na mesquita e começou a atirar contra os guardas do templo, o pregador e um juiz, que morreram na hora.
Quando o terrorista ficou sem munição, detonou os explosivos no meio dos fiéis.
Segundo as fontes, há 40 feridos em estado grave, por isso o número de mortos pode aumentar.
Situada na província de Ninawa, Tal Afar, onde convivem árabes, turcomanos e curdos, já foi antes cenário de alguns dos ataques mais violentos no Iraque.
Além disso, um dirigente tribal, identificado como xeque Hatim al-Abbas al-Nadawi, foi morto hoje a tiros perto de casa no município de Haimus, cerca de 60 quilômetros ao norte de Baquba, capital da província nordeste de Diyala.
Nadawi, chefe da tribo Nadawin, era considerado um ferrenho opositor da rede terrorista Al Qaeda no Iraque, mas não pertencia a nenhum Conselho de Salvação, milícias tribais sunitas que colaboram com o Governo iraquiano na luta contra a insurgência.
Hoje, pelo menos 18 supostos militantes da Al Qaeda foram detidos em Diyala em duas operações realizadas por soldados americanos e iraquianos..