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Atentado suicida duplo mata 26 pessoas e fere outras 100 no Paquistão

Arquivo Geral

11/03/2008 0h00

A cidade paquistanesa de Lahore, capsule no leste do país, voltou a sofrer hoje um episódio de violência terrorista, com dois ataques suicidas que mataram pelo menos 26 pessoas e feriram outras 100.

Apenas uma semana após um atentado suicida contra o colégio naval da cidade, outros dois ataques ocorreram hoje em dois pontos de Lahore por volta das 9h20 locais (1h20 de Brasília).

Um dos ataques foi cometido contra a sede do Escritório Federal de Investigação (FIA), que ficou destruída, e o outro ocorreu em uma área residencial da cidade e tinha como objetivo atacar uma agência de publicidade governamental.

As explosões, separadas por uma distância de cerca de 15 quilômetros, foram obra de terroristas suicidas, confirmaram fontes oficiais.

Com 22 mortos até o momento – entre eles 13 agentes de segurança -, o atentado mais sangrento aconteceu na FIA, onde, segundo uma fonte oficial, um suicida detonou os explosivos na porta e outro dentro do edifício.

No momento do ataque, 14 pessoas estavam sendo interrogadas no sétimo andar do edifício, entre eles dois suspeitos de serem terroristas suicidas que foram detidos durante esta semana em Lahore, capital da província de Punjab (leste).

A outra explosão aconteceu em um bairro residencial conhecido como a “cidade modelo” de Lahore, e matou pelo menos quatro pessoas, entre elas duas crianças, informou a “Geo TV”.

Duas pessoas que estavam em um carro de passeio detonaram sua carga explosiva quando estavam nas proximidades do escritório governamental da agência de publicidade, afirmam fontes da Polícia.

“Nosso escritório não pode ser alvo, deve ter sido confundido pela proximidade da Bilawal House – sede do partido de Benazir Bhutto -“, afirmou um funcionário da agência à emissora “Dawn”.

As autoridades paquistanesas declararam o estado de “alerta máximo” em todo o país para a prevenção de novos atentados, afirmou a “Dawn”, enquanto o Partido Popular do Paquistão (PPP) ordenou que a imprensa deixasse a residência de seu líder, Asif Ali Zardari, em Islamabad.

O edifício do Escritório Federal de Investigação, de sete andares, fica em uma movimentada área comercial onde havia muitas lojas abertas e centenas de pessoas.

As imagens divulgadas pela TV mostraram o edifício da FIA cheio de rachaduras e com muitas das paredes derrubadas, por isto teme-se que o número de vítimas possa aumentar enquanto avançam os trabalhos de resgate.

Diante da possibilidade de que o edifício seja totalmente derrubado, as autoridades começaram a evacuar as pessoas na área, enquanto as ambulâncias e os serviços de resgate transferiram as vítimas para os hospitais da cidade, onde foi declarado “estado de emergência”.

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, já condenou os ataques e disse que “os culpados serão julgados”.

Lahore, uma cidade habitualmente tranqüila e considerada a capital cultural do país, vêm sendo castigada ultimamente pela violência terrorista.

Na semana passada dois suicidas mataram sete pessoas no colégio naval da cidade, enquanto no início de janeiro outro suicida se matou em frente à corte provincial e matou mais de 20 pessoas.

O Paquistão sofreu seis grandes ataques desde a realização das eleições legislativas em 18 de fevereiro.

O país combate a insurgência islâmica comandada por líderes talibãs e da Al Qaeda desde que Musharraf se uniu em 2001 à guerra dos EUA contra o terrorismo. No entanto, no ano passado a violência aumentou após a invasão do Exército à Mesquita Vermelha de Islamabad.

Este ano, cerca de 600 pessoas já perderam a vida como conseqüência da violência no Paquistão, a maior parte delas no conflituoso cinturão tribal e na Província da Fronteira do Noroeste, territórios limítrofes com o Afeganistão.

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