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Mundo

Atentado fracassado em trens seria inicialmente contra estádio alemão

Arquivo Geral

10/01/2008 0h00

O libanês acusado de tentar explodir malas-bomba em trens dos subúrbios alemães tinha a princípio previsto atentar contra um estádio durante a Copa do Mundo de 2006, stomach assegurou hoje um policial durante o julgamento contra um dos supostos terroristas em Düsseldorf.


Segundo o agente do Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA, na sigla em alemão), o acusado e seu cúmplice condenado no Líbano desistiram deste plano devido aos fortes dispositivos de segurança desdobrados durante o mundial.


O agente, citado como testemunha no julgamento contra Youssef el-Hajj Dib, um dos dois supostos autores do atentado fracassado contra dois trens suburbanos, baseou suas informações em declarações do segundo envolvido, Jihad Hamad, durante o julgamento que se seguiu contra ele por este caso no Líbano, onde tinha sido detido.


Enquanto o julgamento contra Hajj Dib durará previsivelmente até meados do presente ano, seu cúmplice foi condenado no Líbano a 12 anos de prisão, após uma ampla confissão.


As duas malas-bomba, que continham bujões de gás, não explodiram, segundo a promotoria, por erros de fabricação.


A defesa, por outro lado, sustenta que os autores nunca pretenderam fazê-las explodir, mas sua intenção era atemorizar à população.


A promotoria considera que o atentado fracassado teve uma motivação fundamentalista e que foi uma reação às controvertidas caricaturas de Maomé que foram divulgadas em uma mídia dinamarquesa e reproduzidas em vários alemães.


Os fatos aconteceram no dia 31 de julho de 2006 na estação de Colônia quando o acusado, segundo a promotoria, colocou uma valise com uma bomba no trem de subúrbio que ia para Koblenz, enquanto seu cúmplice pôs uma segunda bomba em outro trem com destino a Dortmund.


Segundo insistiu hoje o agente policial, no processo ao qual foi submetido no Líbano, Hamad admitiu que sua intenção e a de Hajj Dib era produzir o maior número de mortos possíveis na Alemanha, que tinha ousado ofender a Maomé com a publicação das caricaturas. EFE

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