Atualizada às 13h39
Pelo menos 15 pessoas morreram hoje e dezenas ficaram feridas em um atentado suicida nas proximidades da Mesquita Vermelha de Islamabad, cialis 40mg onde a Polícia reprimiu centenas de estudantes radicais que protestavam contra o Governo paquistanês no dia da reabertura do templo.
Segundo uma fonte policial de Islamabad, drugs o alvo do ataque era um contingente policial postado para controlar os estudantes, link que haviam conseguido tomar a Mesquita Vermelha.
O ataque aconteceu junto a um grupo de policiais que estava do lado de fora do Hotel Muzzafar, próximo a um mercado e a meio quilômetro da mesquita. Muitas pessoas dentre as dezenas de feridos são policiais, segundo a fonte.
A Polícia reconheceu a relação entre o ataque suicida, o segundo registrado na capital em duas semanas, e a tomada da Mesquita Vermelha durante a madrugada de 10 para 11 de julho. A mesquita, dominada por fundamentalistas que defendiam a lei islâmica no Paquistão, foi tomada pelo Exército em uma operação na qual pelo menos cem pessoas morreram.
Após pintar de tons claros os muros da mesquita, o Governo permitiu hoje a celebração das tradicionais preces da sexta-feira, que foram suspensas devido à ação de centenas de estudantes que protestavam contra o presidente Pervez Musharraf.
A Polícia não agiu contra os protestos em um primeiro momento, porém mais tarde começou a reprimir os estudantes radicais com gás lacrimogêneo, depois de estes dizerem, pelos alto-falantes da mesquita, que haviam tomado o controle do templo e não permitiriam a volta do Governo.
Os estudantes, seguidores do clérigo radical Rashid Ghazi – morto na operação do dia 11 -, haviam impedido anteriormente que o novo líder nomeado pelo Governo, Ashfaq Ahmed, iniciasse as orações.
Em meio aos cantos Musharraf, os estudantes exigiram pelos alto-falantes a entrega dos corpos da mãe e do filho de Ghazi – que o Governo diz ser incapaz de identificar -, assim como a libertação de seu irmão, Abdul Aziz, acusado de terrorismo.
Aziz, o principal dirigente da mesquita, fora capturado em 6 de julho quando tentava fugir da mesquita disfarçado de mulher usando uma burka, dias antes do começo da operação. Após tomar o controle do centro, os estudantes repintaram simbolicamente os muros de vermelho.
Além disso, ergueram bandeiras com slogans em favor da jihad (“guerra santa”), em meio a gritos de “Musharraf é um cachorro” e “Ghazi, teu sangue levará à revolução”. Segundo a “Geo TV”, após o atentado, as autoridades se apressaram a declarar o alerta vermelho em Islamabad, que já sofrera outro ataque no dia 17.
Naquele atentado, 16 pessoas morreram e 63 ficaram feridas, a maioria delas membros da legenda de oposição Partido Popular do Paquistão, que, liderado pela ex-primeira-ministra exilada Benazir Bhutto, foi o único que apoiou o Governo na tomada da mesquita.
A operação do Exército na Mesquita Vermelha levou a uma onda de ataques contra as tropas e a atentados suicidas, sobretudo nas áreas tribais do oeste do Paquistão, onde os radicais têm uma presença maior.
Os mais de dez atentados deixaram um número superior a 150 mortos em cerca de uma semana. Os radicais ameaçaram perpetrar mais ataques, em panfleto publicado no dia 23 e distribuído na área de Olham Shah, que, localizada em plena região tribal, é uma das zonas mais atingidas pela violência.
O documento, que classifica Musharraf como “infiel”, dá a opção de “abandonar a luta ou enfrentar mais ataques suicidas”.