Atenas e outras cidades da Grécia estão hoje em alerta após os violentos distúrbios do fim de semana e diante das grandes manifestações convocadas para hoje, em memória ao assassinato de um adolescente por um policial, há um ano.
As manifestações foram convocadas por diversas organizações estudantis, de professores e de trabalhadores para o meio-dia de hoje, mas já antes cerca de 500 alunos do ensino médio tinham bloqueado as avenidas centrais dos subúrbios da capital, informaram à Agência Efe fontes policiais.
Além disso, cerca de 100 jovens fizeram uma manifestação nos arredores da delegacia do bairro de Alimo, na parte sudeste de Atenas.
Em meio a uma grande mobilização das forças da ordem, o acesso às ruas que cercam o centro de Atenas começava a ser fechado por volta das 6h30 de Brasília, na previsão de uma ida em massa ao comício.
Paralelamente, os funcionários do setor público foram convocados por seu sindicato a uma greve de três horas a partir das 8h de Brasília, quando será realizada a manifestação.
Mais de 30 pessoas ficaram feridas, e cerca de 500 foram detidas no fim de semana passado em confrontos entre a Polícia e grupos radicais em Atenas e outras cidades, à margem de grandes manifestações pacíficas em lembrança ao primeiro aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos, de 15 anos.
Com a mobilização de 10 mil agentes da ordem em Atenas, o Governo socialista surgido nas legislativas de outubro expressou sua decisão de “tolerância zero” em relação à violência nas ruas, que no ano passado se prolongou por várias semanas e causou perdas de milhões de euros ao comércio e à propriedade pública e privada.