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Ataques cruzados deixam três mortos na Ucrânia e dois na Rússia

As negociações para encerrar mais de quatro anos de guerra estão estagnadas e ambas as partes lançam diariamente uma contra a outra dezenas e até centenas de drones explosivos

Redação Jornal de Brasília

03/05/2026 11h23

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Foto: HANDOUT / STATE EMERGENSY SERVICE OF UKRAINE / AFP

Ataques russos com drones mataram quatro pessoas na Ucrânia, que por sua vez atingiu petroleiros e matou outras quatro pessoas na Rússia, afirmaram, neste domingo (3), as autoridades dos dois países.

As negociações para encerrar mais de quatro anos de guerra estão estagnadas e ambas as partes lançam diariamente uma contra a outra dezenas e até centenas de drones explosivos.

No lado russo da linha de frente, ataques ucranianos noturnos e neste domingo deixaram dois mortos na região fronteiriça de Belgorod, um perto de Moscou e outro, um adolescente, no sul da Ucrânia ocupado pela Rússia.

Na Ucrânia, duas pessoas morreram em Odessa, no sul, outra na região de Kherson, também no sul, e outra em um ataque contra a cidade industrial de Dnipro, no centro do país.

Fotos tiradas em Dnipro mostravam o telhado de um edifício de apartamentos com cinco andares destruído, com vigas de madeira expostas e escombros espalhados pelos apartamentos do último andar.

Segundo a Força Aérea de Kiev, a Rússia lançou 268 drones e um míssil balístico contra a Ucrânia durante a noite.

Por sua vez, as forças ucranianas atacaram com pelo menos 334 drones o território inimigo, informou o Ministério da Defesa russo.

A região de Leningrado, no noroeste, foi o principal alvo. Os terminais de exportação de petróleo nesta região sofreram vários ataques nas últimas semanas.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, também reivindicou um ataque contra dois petroleiros da frota fantasma russa no porto de Novorosíisk, no Mar Negro.

Os ataques ucranianos mataram um homem de 77 anos na região de Moscou e uma adolescente de 15 anos na região de Zaporizhzhia (sul da Ucrânia), afirmaram os governadores regionais.

Dezenas de milhares de pessoas morreram nesta guerra, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia.

Kiev assegura que seus ataques são uma resposta justa aos bombardeios noturnos russos contra suas cidades. Também afirma que só ataca alvos energéticos e militares.

A Rússia também nega atacar civis.

Zelensky prometeu intensificar os ataques contra instalações energéticas russas se Moscou não encerrar sua invasão. “A Rússia pode pôr fim à guerra a qualquer momento. Se a prolongar, vamos ampliar nossas operações de defesa”, informou nas redes sociais.

Agence France-Presse

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