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Ataque russo deixa 2,6 mil prédios sem aquecimento em Kiev

Bombardeio aéreo contra infraestruturas energéticas provocou cortes generalizados de aquecimento na capital ucraniana, intensificando o sofrimento da população em meio ao frio intenso.

Redação Jornal de Brasília

12/02/2026 10h07

Foto: Genya Savilov/AFP

Foto: Genya Savilov/AFP

Mais de 2,6 mil prédios residenciais em Kiev ficaram sem aquecimento nesta quinta-feira (12) após um ataque aéreo noturno das forças russas contra infraestruturas energéticas em toda a Ucrânia. O bombardeio envolveu 24 mísseis e 219 drones, com impactos em 13 localidades nas regiões de Kiev, Kharkiv, Dnipro e Odessa.

A Força Aérea ucraniana informou que derrubou 15 dos 24 projéteis de longo alcance, mas nove mísseis balísticos e 19 drones causaram danos significativos. O prefeito da capital, Vitali Klitschko, destacou que quase 2,6 mil edifícios agora estão sem aquecimento, somando-se a mais de mil prédios já afetados por bombardeios recentes.

Desde o início do conflito, Rússia e Ucrânia têm visado alvos energéticos semelhantes, resultando em interrupções no abastecimento de eletricidade e gás para as populações, uma situação agravada pelas temperaturas negativas na região. Segundo a Anistia Internacional, a Ucrânia perdeu mais de metade de sua capacidade de produção de energia, e 80% do país enfrenta cortes de emergência.

Civis relatam condições extremas, com apartamentos gelados, tubulações congeladas e arrebentadas, elevadores parados, celulares descarregados e redes telefônicas interrompidas. Muitos ucranianos recorrem a medidas improvisadas para se aquecer, como dormir vestidos com o máximo de roupas possível, usar fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água, montar tendas de acampamento dentro dos quartos e acender velas contra o frio.

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