A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou hoje a morte de quatro insurgentes, em um ataque de helicóptero à província de Kandahar, no sul do Afeganistão, embora habitantes da região tenham denunciado à imprensa que as vítimas eram civis.
Em comunicado, a Força Internacional de Assistência para Segurança (Isaf, na sigla em inglês), sob comando da Otan, afirmou que as tropas internacionais detectaram ontem a presença de quatro supostos talibãs armados, no distrito de Arghandab, que “possivelmente” estavam instalando explosivos na área.
A Isaf atacou os fundamentalistas às 01h30 de hoje, no horário local, “com mísseis e armas de fogo leves”, de um helicóptero.
A Otan assegurou que não lançou nenhuma bomba e acrescentou que houve uma explosão em decorrência do ataque, algo que demonstra que os insurgentes mantinham “material explosivo”.
A organização abriu uma investigação sobre o ocorrido, que coincide com a visita a Cabul do secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.
Segundo a agência afegã “AIP”, residentes do distrito de Arghandab transportaram os corpos para a capital provincial Kandahar, enquanto gritavam em protesto contra o Governo afegão e os Estados Unidos.
“A aviação das forças estrangeiras bombardeou minha casa durante a madrugada e meu filho mais novo e três crianças morreram e outra ficou ferido”, disse à “AIP”, um morador da região.
O general americano Stanley A. McChrystal tomou posse do cargo à frente das tropas americanas e da Isaf no mês de junho, momento em que aproveitou para anunciar as diretrizes que deviam ser seguidas pelos soldados, com o objetivo de minimizar as vítimas civis, sobretudo em bombardeios aéreos.
Segundo relatório da ONU, 2.118 civis morreram no Afeganistão por causa da violência em 2008, o ano mais sangrento desde que os talibãs foram tirados do poder, em 2001.