“Exigimos a restauração da ordem democrática, a restituição imediata do presidente Manuel Zelaya e que lhe seja devolvido o tempo mutilado de seu período de Governo, que é e deve ser de quatro anos”, disse Reina em entrevista coletiva.
O assessor deixou hoje a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa depois de 72 dias acompanhando Zelaya.
Para Reina, “o que estava no acordo Tegucigalpa-San José é letra morta” porque “os golpistas” não o cumpriram.
“As condições desse acordo não podem comprometer a restituição do presidente Zelaya”, afirmou.
Perguntado sobre os planos de Zelaya caso não seja restituído pelo Congresso, que tratará do tema amanhã, Reina disse que o presidente derrubado “permanecerá lutando pelo direito do povo até que seu mandato termine”.
Reina não quis dar mais detalhes sobre quanto tempo o presidente deposto permanecerá na embaixada do Brasil e se limitou a dizer que “serão comunicadas as decisões que ele tomar pessoalmente e com seu Governo na medida em que os eventos se desenvolverem”.
O assessor do presidente garantiu que saiu da embaixada para organizar a resistência ao golpe dentro do governista Partido Liberal, ao qual pertencem Zelaya e o presidente de fato, Roberto Micheletti.
Reina também disse que “não há nenhuma reunião planejada” com o vencedor das eleições gerais deste domingo, Porfirio Lobo, do opositor Partido Nacional.
“Nem foi solicitada por ele, nem foi solicitada por nós”, disse.
Para Reina, Lobo deveria estar preocupado com o resultado da sessão do Congresso amanhã porque “de nada serve ter ido a esse espetáculo eleitoral se o que recebe dele não é legítimo”.