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Assessor de presidente boliviano é preso, investigado após atentado contra advogada

Fernando Cerimedo é investigado após Nadia Beller ser baleada por criminosos vestidos como entregadores de comida em Santa Cruz

Redação Jornal de Brasília

18/08/2026 13h40

presidente da bolívia rodrigo paz (df).

Rodrigo Paz, presidente da Bolívia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A polícia da Bolívia prendeu, nesta terça-feira (18), o assessor pessoal do presidente boliviano Rodrigo Paz, Fernando Cerimedo, investigado por uma suposta ligação com um ataque contra uma advogada, informou a instituição.

Cerimedo é um consultor político argentino que colaborou com várias campanhas de candidatos de direita da América Latina, como Javier Milei, Jair Bolsonaro e o próprio Paz, com quem continuou trabalhando após assumir a presidência.

A advogada Nadia Beller foi atacada na noite de segunda-feira na porta de um hotel em Santa Cruz. Ela recebeu três tiros de pistoleiros que chegaram vestidos como entregadores de comida, segundo imagens divulgadas por meios de comunicação locais.

Cerimedo viajou na manhã desta terça para essa cidade a partir de La Paz, por via aérea. A imprensa informou que depois ele tomaria um voo para Buenos Aires.

“Desdobramos nosso efetivo no aeroporto” de Santa Cruz “onde foi procedida a prisão dessa pessoa”, informou à imprensa o coronel David Gómez, chefe de polícia de Santa Cruz.

“A primeira” hipótese “é que a senhora Nadia Beller teria tido um problema de caráter sentimental com o senhor Fernando Cerimedo”, disse ele, embora tenha ressaltado que, após a investigação, essa suposição será confirmada ou descartada.

A vítima sobreviveu ao ataque e se recupera em um hospital de Santa Cruz. Os pistoleiros roubaram seu celular e sua bolsa antes de fugirem, segundo a polícia.

Anos atrás, Beller foi candidata a deputada pelo Movimento ao Socialismo, então liderado pelo esquerdista Evo Morales (2006-2019). Recentemente, a imprensa noticiou sua proximidade com o líder de direita Luis Fernando Camacho.

Cerimedo foi levado a uma unidade policial, onde o Ministério Público prevê interrogá-lo.

AFP

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