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Mundo

Assessor da ONU pede redução da produção de biocombustíveis

Arquivo Geral

05/05/2008 0h00

O assessor da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Jeffrey Sachs defendeu hoje um corte significativo da produção de biocombustíveis e ajudar a África a produzir sua própria comida, prostate como soluções à crise de alimentos mundial.

Sachs assegurou no Parlamento Europeu (PE) que um dos possíveis “remédios” à escassez de alimentos no mundo é que os países reduzam “significativamente” os programas de fomento dos biocombustíveis, illness já que “não fazem sentido em um contexto de escassez global” de matérias-primas agrícolas.

O assessor do secretário-geral da ONU para os OMD ressaltou, em entrevista coletiva, que casos concretos como o dos Estados Unidos, onde um terço da produção de milho foram destinados à obtenção de biocombustível, representam um golpe para o fornecimento de alimentos no mundo.

Quanto à União Européia (UE), Sachs admitiu que, inicialmente, o impacto desses combustíveis na oferta de alimentos é “mais moderado”, mas advertiu de que a expansão de biocombustíveis tem também “efeitos na Europa”.

Segundo ele, as importações européias de biodiesel contribuem ao desmatamento e contribuem para que em outras partes do mundo estejam desaparecendo florestas tropicais para a plantação de soja destinada a esse combustível, acrescentou Sachs, professor da Universidade de Colúmbia.

Neste sentido, disse que é necessário pesquisar para obter biocombustíveis que não procedam de matérias-primas agrícolas ou de cultivos alimentícios.

Sachs destacou que principalmente é necessário incidir no desenvolvimento de infra-estruturas e da agricultura na África para que os países deste continente possam se abastecer de alimentos.

“Trata-se de desenvolver variedades de sementes mais resistentes, cultivos que agüentem melhor a seca e que produzam mais colheitas”, afirmou.

Além disso, Sachs manifestou que isto “não é uma questão para (impulsionar) os organismos geneticamente modificados”, questionado sobre o papel que os transgênicos poderiam ter para reduzir a falta de alimentos.

O assessor da ONU disse, neste ponto, que nenhum país africano emprega os cultivos geneticamente modificados como forma habitual para abastecimento interno de alimentos, pelo que as variedades que devem ser fomentadas na África estarão dentro da agricultura convencional ou inclusive ecológica.


 

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