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Assassino de Yitzhak Rabin, que cumpre pena de prisão perpétua, será pai

Arquivo Geral

08/10/2007 0h00

O assassino do ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, cost Yigal Amir, capsule que foi condenado à prisão perpétua 12 anos atrás, pharmacy será pai em novembro, após um longo processo judicial no qual conquistou o direito de receber visita íntima de sua mulher, Larisa Trimbobler.

A imprensa local divulgou fotos de Trimbobler – professora de história divorciada e mãe de quatro filhos de seu último casamento – nas quais ela aparece em estado de gravidez avançada.

Há exatamente um ano o casal recebeu pela primeira vez permissão para passar dez horas em um quarto da prisão de Ayalon, onde Amir cumpre pena.

O nascimento de seu filho poderá coincidir com o aniversário do homicídio do primeiro-ministro israelense, cometido em 5 de novembro de 1995.

Trimbobler, imigrante da ex-União Soviética, e Yigal Amir se casaram com a ajuda de intermediários, pois o Serviço de Penitenciárias de Israel proibiu a cerimônia de casamento na prisão.

Se o bebê for menino, 32% dos israelenses concordam em que o assassino possa deixar sua cela e assistir à cerimônia de circuncisão, realizada sete dias após o nascimento, segundo uma pesquisa do Instituto Teleseker divulgada hoje pelo jornal “Maariv”,

A maioria dos favoráveis a esta opção pertence ao setor religioso e considera que Amin deve ser autorizado a participar da cerimônia pela qual os recém-nascidos entram no Pacto de Abraão e se convertem em judeus.

Segundo a mesma pesquisa, 26% dos israelenses são favoráveis a que o assassino receba um indulto quando completar 20 anos de prisão, o que acontecerá em oito anos; e 46% deles pertencem ao sionismo religioso, que transformou o casal em “herói cultural”, de acordo com a publicação.

No entanto, 59% dos entrevistados acham que Amir deve terminar seus dias na prisão.

Aos 28 anos, Yigal Amir matou Rabin com três tiros nas costas na Praça dos Reis de Tel Aviv, pouco depois de o primeiro-ministro israelense pronunciar um discurso em um grande comício em prol da paz com os palestinos.

Em nenhum momento ele demonstrou arrependimento pelo crime.

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