O assassino do primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin (1922-1995), remedy Yigal Amir, pediu ao órgão de administração penitenciária israelense que permita sair da prisão para assistir ao nascimento de seu filho.
O Serviço de Prisões de Israel (SPI) respondeu que a solicitação de Amir será estudada do mesmo modo como pedidos similares, informa a imprensa local.
Amir, condenado doze anos atrás a prisão perpétua, será pai no mês de novembro, após longos trâmites judiciais para receber visita íntima na prisão de mulher, Larisa Trimbobler.
A imprensa israelense publicou recentemente fotografias nas quais Trimbobler – professora de História divorciada e mãe de quatro filhos de casamento anterior – aparecia em estado avançado de gestação.
Há exatamente um ano, o casal recebeu pela primeira vez permissão para passar dez horas de intimidade em um quarto da prisão de Ayalon, onde está Amir. A paternidade do assassino pode coincidir com o aniversário do crime, 5 de novembro.
Yigal Amir e Trimbobler, imigrante da ex-União Soviética, se casaram por procuração, pois o SPI proibiu a realização da cerimônia na prisão.
Entre os israelenses, 32% concordam que, se o bebê for menino, o assassino possa sair de sua cela e assistir à cerimônia de circuncisão, sete dias depois do nascimento, segundo pesquisa divulgada este mês pelo jornal “Maariv”.
Segundo a pesquisa, 26% dos israelenses são a favor de que Amir receba um indulto quando completar 20 anos de prisão. Já 59% consideram que ele deve ficar preso até o fim de seus dias.
Em 1995, quando tinha 28 anos, Amir assassinou Yitzhak Rabin com três tiros à queima-roupa pelas costas durante um comício pela paz com os palestinos em uma Praça de Tel Aviv. Na época estudante de Direito, em nenhum momento ele expressou arrependimento.