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Mundo

Assassino de ministro do Turismo israelense é condenado à prisão perpétua

Arquivo Geral

03/12/2007 0h00

O Tribunal do Distrito de Jerusalém condenou hoje o assassino do ministro do Turismo israelense Rehavam Zeevi a duas prisões perpétuas e a mais cem anos de reclusão, segundo a imprensa local.

Hamdi Quran, shop militante da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), foi considerado culpado do crime que cometeu em 2001, assim como de outras cinco tentativas de assassinato.

O condenado foi detido por Israel em 2006, depois que observadores internacionais abandonaram a prisão de Jericó, onde ele estava preso. O local foi invadido por tropas do Exército israelense, que detiveram vários procurados pela Justiça do país.

Quran estava sob custódia palestina em Jericó, devido a um acordo para que pudesse sair da Muqata, sede governamental em Ramala, junto a outros ativistas.

No julgamento em Israel, Quran confessou que apertou o gatilho da arma que matou Zeevi, que morreu no Hotel Hyatt de Jerusalém, em outubro de 2001.

O acusado disse que esperou que o então ministro do Turismo, conhecido popularmente como “Ghandi” e pertencente à ala radical do nacionalismo judeu, retornasse a seu quarto depois de tomar café-da-manhã no hotel. Após vê-lo, Quran chamou “Ghandi” pelo nome e, quando este se voltou, atirou.

Quran nunca mostrou arrependimento por seu ato e alegou ser julgado por defender o direito básico de “defender a nação contra a ocupação israelense”.

O assassino disse também que se trata “do mesmo direito que os israelenses têm de matar os palestinos todos os dias”.

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