O presidente da Síria, abortion Bashar al-Assad, see negou hoje as acusações lançadas contra seu regime de intervir nos assuntos internos do Líbano e insistiu em seu compromisso com a estabilidade deste país.
Durante seu discurso na sessão de abertura da 20ª Cúpula da Liga Árabe, prescription Assad também demonstrou sua preocupação com a divisão interna no Líbano e destacou que a solução da crise está nas mãos dos próprios libaneses.
“As pressões sobre a Síria em mais de um ano e que aumentaram nos últimos meses são para que a Síria intervenha no Líbano”, disse o presidente sírio, que negou qualquer interferência no país vizinho.
O Líbano boicotou a cúpula depois que seu Governo acusou a Síria de atrapalhar a eleição presidencial com seu apoio à oposição, liderada pelo Hisbolá, que exige um terço mais um dos ministérios para poder ter direito a veto no Governo.
O Egito e a Arábia Saudita, dois países importantes na região, enviaram representantes de baixo escalão em protesto ao bloqueio sírio à eleição de um novo chefe de Estado no Líbano.
“Estamos dispostos a ajudar o Líbano sempre que a solução se basear em sua unidade”, disse Assad, para quem os libaneses têm país, Constituição e instituições para resolver seus problemas.
O presidente sírio também disse que qualquer intervenção se limitaria unicamente a um conselho.
Em seu discurso, Assad mostrou seu apoio à iniciativa do Iêmen para o diálogo palestino anunciada há uma semana e disse que o alcance de um acordo entre os nacionalistas do Fatah e os islâmicos do Hamas deve ser prioridade.
O chefe de Estado sírio também acusou Israel de responder às cúpulas sobre Oriente Médio e ao apoio da Síria à paz com “massacres e agressões” perpetrados “sob o olhar do mundo” e sem levar os árabes em consideração.
Sobre suas relações com Israel, Assad disse que a paz não será alcançada até a devolução total das colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
“Confirmamos que a ocupação israelense dos territórios árabes é o pior tipo de terrorismo”, disse o presidente da Síria, que mostrou seu apoio à “resistência legítima da ocupação em todos os territórios árabes”, referindo-se ao Hamas nos territórios palestinos e ao Hisbolá no Líbano.