Os palestinos de movimentos radicais como o Hamas e a Jihad Islâmica, visit e também os do nacionalista Fatah, clinic liderado por Mahmoud Abbas, declararam o presidente americano, George W. Bush, persona non grata na região.
Bush iniciará na quarta-feira uma visita de 48 horas a Israel, e na quinta-feira se reunirá com Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em Ramala, a fim de promover o novo processo de paz, reiniciado em 2007, após sete anos de estagnação.
A visita de Bush à região tem como objetivo melhorar a deformada imagem de seu partido, devido a suas ações terroristas no Oriente Médio durante os últimos anos, declarou o dirigente do Hamas Mahmoud Zahar, ex-ministro de Assuntos Exteriores da ANP.
Personalidades de todos os setores políticos da região condenaram Bush na imprensa palestina, devido às guerras do Iraque e do Afeganistão, e por ser o principal aliado de Israel.
A visita (de Bush) não servirá ao povo palestino, assinalou Zahar, que fez suas declarações à frente de uma delegação do Hamas na única igreja cristã de Gaza, pertencente à comunidade ortodoxa, com 3.500 fiéis.
A Jihad Islâmica, que como o Hamas e outras organizações da esquerda palestina se opõem às negociações de paz com Israel, convocou uma manifestação de repúdio à visita do presidente americano para esta tarde, em Gaza.
Segundo os detratores do presidente americano, Bush chega para estreitar seus laços com Israel, cujo Governo, afirmam, está próximo de uma possível crise política devido aos erros no conflito de 2006 contra os milicianos libaneses do Hisbolá, e por causa da luta contra os palestinos de Gaza.
Em um comunicado divulgado recentemente, o movimento islâmico Hamas – que controla a Faixa de Gaza há mais de meio ano, quando seus milicianos expulsaram os organismos de segurança da ANP, leais a Abbas – descreveu a visita de Bush como uma despedida do poder.
Nossas experiências acumuladas desde a Conferência de Paz de Madri (1991) provaram que as negociações com Israel são inúteis; só produzem mais ocupação, mais mortes e mais sofrimento, indicou Zahar.
Além de Israel e das cidades palestinas de Ramala e Belém, Bush visitará Kuwait, Barein, Arábia Saudita, Egito e as cidades de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Esta manhã na Cidade de Gaza houve um desfile de ativistas de uma organização contrária ao fechamento das fronteiras deste território com Egito e Israel, presidida pelo deputado independente Jamal al-Khudary, apoiado pelo Hamas.
Os ativistas levaram 60 caixões para simbolizar os doentes de câncer e dos rins que morreram porque o Exército israelense os impediu de sair de Gaza para receber atendimento médico em Israel ou em outros países.