A missão Artemis 2, conduzida pela NASA, foi iniciada nesta quarta-feira (1º) e deve se estender por cerca de dez dias, com retorno previsto para a próxima sexta-feira (10). A proposta é levar quatro astronautas em uma viagem ao redor da Lua, marcando mais um passo no retorno das missões tripuladas ao espaço profundo.
O voo faz parte de uma estratégia maior, que busca viabilizar novas expedições com pouso na superfície lunar ainda nesta década. Ao longo do trajeto, a tripulação realizará uma série de testes essenciais para futuras missões.
A seguir, confira como está previsto o andamento da missão.
Na quarta-feira (1º), ocorreu o lançamento a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A tripulação decolou a bordo do foguete SLS, considerado o mais potente já desenvolvido pela agência. Após a decolagem, a cápsula Orion se separou do estágio principal e entrou em órbita terrestre.
Na quinta-feira (2), a equipe se dedica a checagens completas dos sistemas da nave, incluindo suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação. Com tudo validado, acontece a chamada injeção translunar, uma queima de motor que coloca a Orion em rota rumo à Lua. Também está prevista a avaliação de equipamentos físicos utilizados para exercícios a bordo.
Na sexta-feira (3), a missão segue em direção ao espaço profundo, com monitoramento constante dos sistemas da espaçonave. A tripulação continua operando a uma distância cada vez maior da Terra, enquanto equipes em solo acompanham comunicação e navegação. Testes com equipamentos médicos também fazem parte da rotina.
No sábado (4), a nave mantém sua trajetória, e os astronautas ganham um momento reservado para registros do espaço, com uma janela dedicada à captura de imagens.
Já no domingo (5), a cápsula atinge um ponto em que a gravidade da Lua passa a exercer maior influência do que a da Terra. O dia inclui testes com trajes espaciais, avaliando desde a agilidade para vestir os equipamentos até a possibilidade de alimentação durante o uso.
Na segunda-feira (6), ocorre o sobrevoo lunar. A Orion passa pelo lado oculto da Lua e atinge a maior distância da Terra durante toda a missão, ultrapassando os 400 mil quilômetros. Nesse período, é esperado um intervalo sem comunicação com o planeta. Os astronautas devem focar na observação da superfície lunar.
Na terça-feira (7), após contornar a Lua, a espaçonave inicia o retorno à Terra. O dia combina ajustes de trajetória, comunicação com equipes em solo e um período de descanso para a tripulação.
Na quarta-feira (8), a missão segue com novos testes a bordo. Entre eles, a montagem de um abrigo improvisado para proteção contra possíveis eventos de radiação, além de manobras com controle manual da cápsula.
Na quinta-feira (9), o foco passa a ser a preparação para a volta. A tripulação avalia sistemas alternativos, como um plano de contingência para o uso do banheiro, além de testar vestimentas que auxiliam o corpo na adaptação à gravidade.
Por fim, na sexta-feira (10), ocorre a reentrada na atmosfera terrestre. O módulo da tripulação se separa do módulo de serviço antes de iniciar a descida em alta velocidade. O escudo térmico será colocado à prova, enquanto paraquedas reduzem a velocidade da cápsula até a amerissagem no oceano Pacífico, onde equipes de resgate estarão posicionadas para recuperar os astronautas.