O arqueólogo Patrício López, responsável pelo grupo de quatro especialistas que realiza escavações em busca de todos os ossos do animal, disse à Agência Efe que “o mais surpreendente foi o local onde houve a descoberta”.
O osso, que corresponde a um fêmur do mastodonte que teria pesado cerca de 4 toneladas e medido aproximadamente 3,5 metros de altura, poderia corresponder a duas espécies comuns que habitaram a região de Santiago no passado, acrescentou López.
Nesse contexto, o especialista e acadêmico da Universidade Internacional SEK disse que provavelmente o mastodonte veio da Argentina.
Segundo explicou, as tarefas de escavação estão voltadas à análise de distintas camadas de terra para que possam ser “recuperados cada um dos restos que forem encontrados”.
No local também foi descoberta a extremidade dianteira de um guanaco – animal semelhante à lhama – gigante, e que, aparentemente, viveu na mesma região que o mastodonte encontrado.
A espécie, muito distinta em tamanho com relação ao atual guanaco, e da qual se sabe muito pouco, teria medido cerca de dois metros de altura e pesado quase uma tonelada.
A descoberta dos restos, no Parque Natural Aguas de Ramón, no município de La Reina, na região metropolitana de Santiago, ocorreu em um local cercado por pedras, que dão conta no passado da existência de uma geleira que teria derretido e deixado na região uma espécie de lago. Acredita-se que várias espécies seguiram ao local em busca de comida e água.
O arqueólogo López declarou que, uma vez extraídos os restos dos animais, realizará exames de DNA para posterior identificação. Enviará os restos aos Estados Unidos para verificar com exatidão a idade da mostra.