O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon completou nesta terça-feira cinco anos em coma após a hemorragia cerebral que acabou com sua longa e polêmica carreira política, um aniversário que passou despercebido na opinião pública local.
A única pessoa que se lembrou de Sharon foi a chefe da oposição, Tzipi Livni, que abriu uma audição no Parlamento (Knesset) dizendo que não tem um dia em não pense nele pelas trágicas circunstâncias do caso e “contínua espera de um milagre”.
Sharon sofreu uma hemorragia cerebral no dia 4 de janeiro de 2006, após criar um novo partido, o Kadima, a partir do direitista Likud, formação que liderava e que hoje é dirigida por seu maior oponente interno, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Chefe de Governo israelense entre 2001 e 2006, o ex-primeiro-ministro permanece em coma no hospital de Tel Hashomer, perto de Tel Aviv, para onde foi transferido cinco meses depois da hemorragia e após ter submetido a oito cirurgias – entre elas a extração de parte do intestino.
Há dois meses foi transferido para sua casa por um período de 24 horas para ser analisado se um ambiente pessoal teria algum impacto e se sua mudança permanente poderia despertá-lo do coma.
Implacável estrategista militar e político polêmico, a lembrança de Sharon é motivo de controvérsia por todo o mundo pelos massacres de palestinos em Sabra e Shatila em 1982 e em Israel pela evacuação de assentamentos judaicos na Faixa de Gaza, em 2005.