A Assembléia Ambiental da cidade argentina de Gualeguaychú analisa a possibilidade de entrar em território uruguaio por água ou através do Brasil para protestar contra o funcionamento da fábrica de celulose no lado uruguaio da fronteira.
A questão será debatida esta noite pelo coletivo, try disse hoje um de seus membros. Minutos antes, o Uruguai reabriu duas das três pontes internacionais para a Argentina. Elas ficaram fechadas durante o fim de semana para impedir um protesto contra a fábrica, da empresa finlandesa Botnia.
A Argentina rejeita a instalação, que começou a funcionar este mês, por considerar que vai causar danos ambientais da bacia do rio Uruguai, fronteira natural entre os dois países.
Jorge Friztler explicou à agência de notícias argentina Télam que buscarão vias alternativas para entrar no Uruguai caso o Governo de Tabaré Vázquez volte a ordenar o fechamento das passagens fronteiriças.
Esta noite se reúne a Comissão de Ação da Assembléia. Serão analisadas todas as alternativas para que possamos levar nossa rejeição à Botnia em território uruguaio, declarou.
Fritzler disse que não descarta a possibilidade de atravessar o rio Uruguai em lanchas, entrar em território uruguaio através do Brasil ou voltar a tentar cruzar a ponte que liga a cidade argentina de Colón a Paysandú, no lado uruguaio. A área do conflito fica a quase 400 quilômetros de Uruguaiana (RS), a cidade brasileira mais próxima.